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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

RAD Studio XE7 permite criar aplicações para diferentes dispositivos com um só código


A Embarcadero lançou, nesta última terça-feira, a nova versão de seu RAD Studio, a XE7. Dedicada a desenvolvedores de aplicações Delphi/Object Pascal e C++, a edição da IDE traz como diferencial a capacidade de criar programas para múltiplas plataformas baseados em um só código, como explicou a INFO Fernando Rizzato, Lead Software Consultant da empresa na América Latina.
Para isso, a solução usa diferentes compiladores nativos, voltados para arquiteturas (ARM, x86 e x64) e plataformas (Android, iOS, Windows e Mac) distintas. Conforme contou Rizzato, o resultado são aplicativos com interfaces adaptadas para os respectivos aparelhos, baseados em um mesmo código-fonte e compatíveis com cada um dos sistemas – mais ou menos como faz a Microsoft com o Visual Studio e a Apple com o XCode, mas limitados aos próprios SOs.
A ideia da empresa com isso é, basicamente, acabar com a necessidade de duas equipes de desenvolvimento especializadas em ferramentas distintas – como o XCode, da Apple, e o Java, para o Android. Além disso, a solução quer fazer desenvolvedores “fugirem” do HTML5 e do JavaScript para a criação de aplicações multiplataforma, consideradas por Rizzato menos eficientes, seguras e integradas ao hardware do que as de código nativo – ponto que, segundo ele,  fez o Facebook desistir de aplicativos do tipo, por exemplo.
Junto com  José Eugênio Braga, presidente da Embarcadero no Brasil, o executivo da empresa conversou rapidamente com INFO para falar de algumas das novidades do novo RAD Studio XE7 e explicar um pouco do funcionamento da solução. Confira a entrevista a seguir – e se tiver interesse, baixe a versão demo, que traz o Delphi XE7 por aqui.
Primeiro, quais as principais diferenças da versão XE7 para as anteriores do RAD Studio?
Fernando Rizzato: O grande diferencial é que agora, em um só produto, você pode criar uma aplicação para vários sistemas com um só código. Nós compilamos de forma nativa para cada uma das plataformas, gerando uma compilação nativa para processador ARM, tanto no Android quanto no IOS, ou para Intel de 32 ou 64-bits, em Mac ou Windows.
O produto também suporta Bluetooth de uma maneira extremamente simples, aproveitando essa visão de conectividade relacionada à internet das coisas. Arrastando e soltando componentes, é possível fazer uma aplicação falar com qualquer dispositivo Bluetooth – um medidor de batimentos cardíacos, smartwatches e até um Google Glass. Sensores de presença também entram nessa linha, mesmo aqueles de tecnologia mais específica da Apple, os iBeacons. Se você está em uma exposição e usando um app do museu no smartphone, basta se aproximar de um determinado objeto para receber informações de um aparelho próximo ao quadro ou escultura, por exemplo. Ou caso esteja em um shopping, andando, você pode receber um alerta de promoção da loja que está na sua frente. Suportamos esse tipo de função no produto, e com o desenvolvimento ainda 100% visual.
Como vocês conseguem tornar essa compilação para múltiplas plataformas possível? E há planos de incluir o Windows Phone e outros sistemas nessa lista?
Fernando Rizzato: Temos um compilador para cada uma das plataformas suportadas. Um funciona para Intel, x86, enquanto outro é dedicado aos dispositivos com chip ARM. E ainda abriremos novos horizontes, porque outros concorrentes estão por vir. Não acreditamos que o mercado vá ficar polarizado, já que ele é muito grande para apenas dois ou três jogadores [como é o caso do mercado de smartphones]. Outros nomes devem surgir – temos a iniciativa do pessoal do Ubuntu, que tem ganhado apoio, só para citar um exemplo. Quanto ao WP, ainda não suportamos, mas é algo que ainda está no cronograma do produto.
Essa estratégia envolvendo múltiplas plataformas foi consolidada no RAD Studio XE6, mas quando exatamente a Embarcadero começou a olhar para os dispositivos móveis?
Fernando Rizzato: Falando um pouco do histórico, a versão XE4 – hoje lançamos duas edições por ano – foi nossa primeira a suportar smartphones e tablets rodando iOS. O XE5 agregou a compilação para Android, enquanto o XE6 e agora o XE7 trouxeram outros frameworks, como esses para conectividade Bluetooth, Wi-Fi e Tethering. Hoje, consigo fazer tethering entre aplicações mesmo de desktop para mobile e vice-versa. Ou seja, assim como posso parear dois dispositivos e trocar música, posso parear uma aplicação desktop em Delphi – mesmo as desenvolvidas em VCL, o framework Windows – e enviar ações e dados para um aplicativo mobile, em um smartphone conectado ao computador por Bluetooth ou Wi-Fi.
São frameworks que estão sendo agregados para aumentar essa integração entre os dois lados. As pessoas ainda falam muito de migração para mobile, mas não vemos como uma migração. Estamos estendendo aplicações para o mobile. Há certas características e programas que vão continuar nos desktops – eles precisam de um processamento, de um banco de dados, de um “input” rápido de comandos por teclado. Mas ao mesmo estendemos o suporte dessas aplicações para os dispositivos móveis, e tentamos integrar esses dois “mundos” com nosso produto.
E qual a participação do RAD Studio hoje no mercado?
José Eugênio: Na verdade, não temos nenhuma pesquisa feita sobre isso. Mas o mercado de C++ é grande, atualmente, e algo que temos visto acontecer com o Delphi é um aumento muito grande na procura vinda de universidades. A partir do momento que conseguimos torná-lo uma linguagem cujo código-fonte serve em diferentes aplicações, o mercado acadêmico o procurou para ensinar a alunos com desenvolver para múltiplas plataformas.
Fernando Rizzato: Exatamente. A partir das versões XE, quando começamos a suportar as plataformas móveis, evoluímos ano a ano, com nossa base de usuários e número de licenças obtidas aumentando mundialmente. E com base em pesquisas, a comunidade de desenvolvedores C e C++ é a maior [ou ao menos uma das maiores].

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